Chapecoense faz história e se classifica para as semifinais da Sul-Americana

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Divulgação

A cada temporada, uma série de capítulos importantes são escritos. Todos inéditos. Todos surpreendentes. A Chapecoense tem traçado a sua recente história com façanhas pra lá de especiais. Foi assim na noite desta quarta-feira, 26 de outubro de 2016. “Eu tenho muito orgulho desse grupo”. A fala embargada do presidente Sandro Pallaoro no pós jogo, dentro do vestiário, foi retribuída na sequencia pelo técnico Caio Jr, durante a entrevista coletiva. “Hoje, eu gostaria de dedicar essa classificação para toda a diretoria do clube, sem exceção. Todos são merecedores de estarem vivendo esse momento”.

A Chape está entre os quatro melhores clubes do continente. Na semifinal da Copa Sul-Americana. O maior feito de uma agremiação do futebol catarinense. Uma proeza construída desde o jogo de ida, na Colômbia, quando o time teve prudência e entendeu que o revés era momentâneo.
Na partida de volta, uma provação. Desde a véspera, a chuva se pôs como obstáculo. Desafiou o torcedor para manter as Ruas de Fogo. Desafiou para que o mesmo lotasse as arquibancadas. Se colocou como um embaraço dentro de campo.

Quando a bola rolou, ou parou nas poças de água, muitos enxergaram dificuldades. Mas a principal delas era furar o bloqueio colombiano. O goleiro do Junior fez dois milagres, no cabeceio de Neto e depois no chute a queima-roupa de Tiaguinho. Entrave também foi o travessão, que preferiu impedir o gol de Gimenez.

Mas, como acreditam muitos, já estava escrito. Ou então, seria escrito mais um belo episódio da trajetória chapecoense.

A primeira linha foi cruzada, de Bruno Rangel para o rabisco por baixo de Ananias, meio prensado, mas no fundo do gol. O segundo trecho foi preparado pelo alto, num tiro de canto cobrado por Cleber Santana, até a conclusão rasteira assinada por Gil. A última estrofe saiu de novo por cima. Numa parábola perfeita de Gil e num cabeceio preciso de William Thiego. 3 a 0.

Assim, e com muitas outras pinceladas de técnica e determinação, o mais recente capítulo histórico da Associação Chapecoense de Futebol foi escrito. Empolgante. Notável. Mas não derradeiro.

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