Fique atento para os sintomas do “bico de papagaio”

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Ana Paula Simões/Ilustrativa

Independente da idade, a dor nas costas é um sintoma que está entre as queixas mais comuns da população. Diversas são as causas, porém, entre as mais frequentes está a osteofitose – uma das formas de manifestação da artrose que atinge a coluna vertebral – conhecida popularmente como “bico de papagaio”. O processo de surgimento do bico de papagaio ocorre naturalmente com a idade e evolui progressivamente. Pode, também, resultar de sequela de traumatismo. As estatísticas revelam que homens são mais propensos a ter o “bico de papagaio” porque têm maior atividade braçal e carregam mais peso, exigindo mais da coluna.

O médico ortopedista e traumatologista, Joaquim Reichmann, explica que com o passar dos anos, as articulações do corpo sofrem um desgaste natural que propicia o aparecimento do problema. O bico de papagaio é diagnosticado quando ocorre uma calcificação nas cartilagens que envolvem as vértebras e os ligamentos. “Trata-se de uma neoformação óssea nas bordas das vértebras ou articulações na tentativa de aumentar a superfície de contato e redistribuir a carga. O nome surgiu da aparência de bico de ave que o problema apresenta quando examinado por meio do Raio-X”.

Segundo o médico, não são apenas a “idade” e o “esforço físico” que causam o problema. “A doença também pode ser hereditária e provocada por obesidade, falta de atividade física, além de fraturas e doenças reumáticas”, alerta o médico.

Exames radiológicos revelam a ocorrência de “Bico de Papagaio”, permitindo o diagnóstico correto. O tratamento é sintomático, orientado para eliminar a dor; mas torna-se cirúrgico se os bicos de papagaio estiverem comprimindo nervos ou medula espinhal.    Existem casos incuráveis e que causam dores crônicas, de difícil tratamento. “Essa doença torna-se um sofrimento muito grande quando passa a pressionar estruturas nervosas e medula espinhal”, alerta Reichmann, destacando que grande parte dos trabalhadores braçais após os 40 anos apresentam o problema.

Para prevenir ou evitar o problema, a orientação do médico é reduzir o peso dos volumes transportados com esforço físico e ter uma postura correta ao carregar peso.  “Ao levantar um peso do chão, a pessoa deve abaixar-se dobrando as pernas e nunca as costas, aproximá-lo do corpo e levantar-se ereto, sem encurvar as costas”, exemplifica.

O uso de suporte lombar (colete lombar) também ajuda na prevenção do bico de papagaio já que protege e limita os movimentos da coluna vertebral aos esforços.

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