Propostas para desenvolvimento do Oeste de SC são apresentadas

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MB Comunicação

As prioridades para o desenvolvimento da região Oeste de Santa Catarina foram apresentadas no 2º Fórum Econômico do Oeste Catarinense, realizado nessa semana, em Chapecó. No evento foi lançado documento, com nove desafios que precisam ser enfrentados: educação, rodovias, ferrovias, aeroporto, energia, comunicação, centro de tecnologia e inovação, saúde e agroindústria. Para cada desafio são propostas ações para curto, médio e longo prazos.

“Enquanto países como Alemanha, Estados Unidos e Coreia do Sul, por exemplo, lideram as iniciativas da chamada indústria 4.0, o Oeste de Santa Catarina escoa insumos e produtos através de rodovias precárias e serve a empreendedores e visitantes em aeroporto cujo movimento excede as instalações atuais, situação agravada pela ausência de um sistema ferroviário capaz de melhorar a distribuição de sua riqueza”, disse o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. A melhoria da logística é pré-requisito para redução dos custos logísticos, que retiram a competitividade das empresas da região, acrescentou.

O presidente do Fórum e vice-reitor de campus da UNOESC Chapecó, Ricardo Antônio de Marco, lembrou que 40 instituições trabalharam um ano para preparar o documento. “Mas o trabalho mais árduo começa agora, que é buscar o engajamento de toda a sociedade para enfrentar os problemas. Para isso, para sensibilizar os governantes e a sociedade organizada, que foi constituído o documento e este evento”, disse.

A solução dos desafios postos depende de visão estratégica e vontade política, resumiu Côrte. “Quanto à vontade política, confiamos que o governo de Santa Catarina será sensível às prioridades elencadas pelo Fórum e acate como necessárias e indispensáveis ao progresso da região Oeste, patrimônio de Santa Catarina e do Brasil”, afirmou. “As famílias que aqui moram, estudam e trabalham merecem essa atenção”, completou.

O Oeste de Santa Catarina é composto por 120 municípios e tem uma população de cerca de 1,2 milhão de habitantes. Atualmente, a força produtiva da região é formada por indústria de alimentos, com destaque para a produção de grãos, criação de suínos e aves, que impulsionam a agroindústria e movimenta outras cadeias produtivas, como a metalmecânica. O setor madeireiro e de fabricação de móveis, também se destaca, agregando valor a seus produtos pelo design e conseguindo alcançar os mercados nacional e internacional.

No campo da educação, entre as propostas estão: universalizar a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade; o atendimento no ensino fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos; universalizar o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos no ensino médio; reduzir as taxas de reprovação e abandono no ensino fundamental e médio; reduzir as taxas de distorção idade-série; criar estratégias de mobilização dos trabalhadores formais dos setores econômicos da agricultura, comércio, indústria e transporte sem escolaridade básica completa para completar os estudos. Além disso, o documento defende a ampliação do atendimento em creches para crianças de até 3 anos; elevação da taxa líquida de matrículas no ensino médio; ampliação das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional e melhorar o desempenho dos alunos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), de modo a atingir meta definida no IDEB até 2021.

Em relação às rodovias, entre as propostas estão: qualificar a malha rodoviária estadual e federal, melhorar infraestrutura e mobilidade e solucionar o problema viário da BR-282 (terceiras faixa) e demais rodovias federais da região, principalmente com acesso ao porto. Duplicar trechos urbanos e adequar a BR-282, a partir da construção de terceiras faixas, e duplicar a BR-282 de Dionísio Cerqueira até a BR-470. Revitalizar a SC-283 entre Concórdia e Chapecó e vias paralelas na BR-153 próximo ao Km 100 em Concórdia.

A agroindústria catarinense traz 3,5 milhões de toneladas de milho por ano. O insumo disponível está em média a mais de mil quilômetros da região Oeste e o transporte de caminhão é viável, economicamente, para a distância média de 500 quilômetros. A região está a 1,6 mil quilômetros de distância dos centros fornecedores e dos principais mercados de consumo.

Outra demanda é a implantação da Ferrovia da Integração. Estudo com projeto de construção com conexões multimodais, porto e hidrovia. Operacionalizar a integração das fronteiras entre Santa Catarina e Misiones (Leste do Paraguai) e Zona de Integração do Centro Oeste Sul-Americano (Zicosur), integrada por Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Peru.

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